Mercado Binário

Blog de um publicitário interativo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Equipes menores - mais ágéis e mais inovadoras.


Quem acompanha o blog, sabe que gosto de falar sobre gestão, principalmente dentro de agências de propaganda, pois é um tema pouco abordado na faculdade e que considero de fundamental importância, tanto para oferecermos soluções eficazes para nossos clientes, como também ter maior retorno financeiro com o que fazemos.

Lendo alguns feeds na internet achei um texto interessante que fala sobre a inovação em pequenas empresas e sua comparação com as grandes.

Sabia que empresas menores possuem mais patentes por funcionários e suas inovações possuem mais importância tecnológica do que as maiores?

Barreiras que impedem a inovação dentro das grandes empresas são: a burocracia e o foco em tarefas.

Uma idéia para virar inovação, precisa passar por diversas análises e departamentos até receber os recursos necessários. Na maioria das vezes emperra em algum ponto e nem avança.

Outro ponto é que o colaborador dentro de uma empresa com muitos processos perde a noção do todo, ele executa determinada ação, mas não consegue visualizar o produto final. Como ele só enxerga etapas próximas, suas idéias são limitadas, ou afetam negativamente outras etapas da cadeia, sendo dificilmente aprovadas.

Uma solução para esta realidade é a adoção de uma visão sistêmica da empresa, entender a unidade de valor como um todo e passar esta cultura para todos os funcionários.

Não adianta fazer bem apenas uma etapa, é preciso entender o completo, para que realmente seu trabalho tenha alguma influência no todo. Não adianta apertar bem o parafuso, se o parafuso era ruim. Seu trabalho fica incompleto do mesmo jeito.

Dividir os processos/clientes/produtos por equipes/núcleos menores e autônomos, também é uma solução, pois assim como pequenas empresas, o funcionário consegue uma visão maior do processo que está envolvido e as fases também diminuem drasticamente.

Nas agências, as vezes os profissionais são condicionados a se especializar e perdem a visão do todo. São ótimos diretores de arte, mas sempre esperam o job chegar, sem preocupação de onde ele veio, ou esperando a redação mandar o texto, para finalizar e depois mandar para o mídia.

Ele mesmo, só vai ficar sabendo o que resultou, quando ver a publicidade na rua. Assim continuamos em modelos publicitários de gestão dos anos 60.

Mas também existem soluções para isto, várias empresas de propaganda, adotam modelos ágeis, dividindo as equipes em grupos menores que tenham maior contato e trabalham mais integradas.

Assim um diretor de arte, em vez de trabalhar numa sala cheia de diretores de arte, trabalha ao lado de um roterista,um planejamento, mídia, todos cuidando do mesmo job.

Trabalhar mais a idéia de projetos/equipes de projetos dentro das agências, esta é uma tendência que a internet trouxe para nossa área.

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